sábado, 16 de fevereiro de 2013

Beleza e Dor


Cada novo dia, cada novo desafio tem sido uma oportunidade para perceber o mundo e as pessoas que me cercam. E quando digo desafio me refiro as coisas mais simples do cotidiano, como carregar uma sacola, encontrar uma coisa sumida e tal.


Em cada oportunidade dessas vejo como estou sozinho e como sou diferente dos resto, é quase como se todos compartilhassem uma habilidade ou traço inato que eu simplesmente não possuo. Isso me faz refletir acerca de alguns fatos:


 - Eu realmente quero/mereço/aguento/necessito me envolver com essas pessoas?


 - O que isso adiciona a minha pessoa/caráter/vida?


 - E acima de tudo, eu preciso ser eu mesmo ou posso inventar um personagem que vai agradar a todos e emular essa característica que me falta?


Deadsoul 14/10/2005


Hoje eu possuo minhas próprias respostas para essas reflexões, além disso compreendi que não existe resposta definitiva para nada, apenas uma resposta pessoal que acalma nossa mente dando fim aos pequenos surtos paranoicos que temos todo santo dia.

 
Sinto-me solitário

Nesse mar de beleza

Não por ser feio

Mas por não desejar ser belo



Desisti desta futilidade

Mas algo dela

Ainda reside em mim



Isso me desnorteia

Sinto-me um vírus

Como o odor da morte

Num quarto de criança



Não quero mudar

Não quero que o mundo mude

Mas a solidão dói muito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário